O FGTS Digital reorganizou a forma como o empregador apura e recolhe o fundo. A mudança é operacional, mas tem efeito direto na rotina de quem processa folha.
A principal mudança
O recolhimento passou a ser gerado a partir das informações já enviadas ao eSocial. Não há mais um arquivo separado a ser transmitido para apurar o FGTS: a base é a própria folha declarada.
Isso significa que erro no eSocial vira erro no FGTS automaticamente.
O que melhorou
- Guia individualizada por trabalhador, facilitando conferência
- Possibilidade de emissão com data de vencimento escolhida dentro do período
- Maior transparência para o trabalhador acompanhar depósitos
- Integração que reduz retrabalho de digitação
O que exige mais atenção
- Consistência das rubricas — verbas classificadas incorretamente alteram a base de incidência
- Prazo de envio da folha — atraso no eSocial atrasa a guia
- Retificações — corrigir a folha depois exige refazer a apuração
- Conferência antes do pagamento, porque a guia reflete exatamente o que foi declarado
O impacto nas rescisões
Os valores rescisórios do FGTS também passam pela mesma lógica. Informação incorreta no evento de desligamento gera cálculo errado e necessidade de complemento.
O ponto de atenção mais importante
Como a apuração é derivada do eSocial, a qualidade do cadastro de rubricas deixou de ser detalhe técnico e passou a determinar o valor recolhido. Vale uma revisão periódica dessa tabela.
Solicite ao seu contador uma revisão das rubricas cadastradas e sua incidência.