Muito profissional que migra para PJ define o preço olhando para o salário anterior. O resultado quase sempre é um valor abaixo do necessário para sustentar a operação.
Comece pelo custo total anual
Liste tudo o que você precisa cobrir em um ano:
- Sua retirada desejada, líquida
- Impostos sobre o faturamento
- Contabilidade e taxas
- INSS
- Equipamento, software e infraestrutura
- Plano de saúde
- Capacitação
- Reserva para férias e períodos sem contrato
Depois, calcule as horas realmente faturáveis
Aqui está o erro clássico. O ano tem cerca de 2.000 horas úteis, mas você não fatura todas elas. Prospecção, proposta, reunião comercial, administração, estudo e férias consomem uma fatia grande.
Na prática, muitos profissionais faturam entre 50% e 70% das horas disponíveis. Usar o total como base subestima o preço.
A fórmula
Divida o custo total anual pelas horas faturáveis reais. O resultado é o seu custo-hora, o piso abaixo do qual você opera no prejuízo.
Sobre esse piso, adicione margem de lucro. Margem não é ganância: é o que permite investir, absorver imprevistos e crescer.
Ajuste por valor, não só por custo
O custo define o piso. O teto é definido pelo valor que você entrega ao cliente. Projetos de maior impacto ou urgência justificam preço maior.
Revise periodicamente
Custos sobem, sua experiência aumenta e o mercado muda. Preço congelado por anos é redução silenciosa de margem.
Refaça esse cálculo pelo menos uma vez por ano.