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Simples Nacional e a reforma tributária: continua valendo a pena?

O Simples foi preservado, mas a decisão entre permanecer nele ou não ficou mais técnica.

5 de agosto de 2026 7 min de leitura Atualizado 2 de setembro de 2026
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Simples Nacional e a reforma tributária: continua valendo a pena?

O Simples Nacional sobreviveu à reforma tributária. Mas dizer que "nada muda para quem está no Simples" é impreciso e pode custar caro.

O que foi preservado

O regime continua existindo com sua principal virtude: recolhimento unificado em guia única, com carga calculada sobre a receita bruta e obrigações acessórias simplificadas. Para o pequeno negócio que vende ao consumidor final, essa simplicidade segue valiosa.

Uma ideia por semana.

Curto, prático, sem ruído. Toda terça.

O ponto novo: o crédito

Aqui está a mudança relevante. No modelo antigo, o cliente que comprava de uma empresa do Simples aproveitava crédito limitado. No novo desenho, surge a possibilidade de a empresa do Simples recolher CBS e IBS por fora do regime unificado, permitindo crédito integral ao comprador.

Isso cria uma decisão que antes não existia.

Quando permanecer integralmente no Simples

  • Sua venda é majoritariamente para consumidor final
  • Sua margem é boa e a carga do Simples é competitiva
  • Você valoriza a simplicidade operacional

Quando avaliar o recolhimento por fora

  • Você vende para outras empresas que aproveitam crédito
  • Seus clientes começaram a pedir desconto por causa do crédito menor
  • Você corre risco de perder contrato B2B para concorrente de outro regime

O risco silencioso

Empresas do Simples que vendem para o B2B podem se tornar menos atrativas se o cliente não conseguir creditar. O prejuízo não aparece na guia de imposto, aparece na perda de contrato.

Como decidir

Não existe resposta única. Depende do seu perfil de cliente, da sua margem e do seu setor. É uma conta que precisa ser feita com números reais.

Peça ao seu contador uma simulação comparativa antes de decidir.

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